Fuzil segue restrito às Forças Armadas, policiais e aos criminosos.
18/08/2019

Fuzil segue restrito às Forças Armadas, policiais e aos criminosos.

O fuzil estava entre as armas cuja posse e o porte passariam a ser permitidos pelo decreto editado em maio pelo presidente Jair Bolsonaro. O decreto aumentava o rol de armamentos que poderiam ser comprados por cidadãos comuns, ao ampliar o limite de energia de disparo de 407 para 1.620 joules.

No entanto, em portaria publicada nesta quinta-feira (15), o Exército definiu os modelos de armas liberadas que serão liberadas. Os fuzis seguem restritos às forças de segurança. A lista confirma que civis agora podem ter acesso a munições que antes eram classificadas como de uso restrito, como 9 mm, .40 e .45, por exemplo.

Para as munições permitidas, o Exército manteve parte da ampliação de Bolsonaro e incluiu calibres como 9x19mm Parabellum (9 mm), .40 S&W, .45 Colt e 357 Magnum. Na lista, aparecem mais de 30 tipos de munição com energia de disparo superior a 407 joules, conforme cálculos feitos pelo Exército.

Por outro lado, o Exército decidiu que calibres como 5.56 mm e 7.62 mm, usados em fuzil, devem permanecer como de uso restrito. A lista cita, nominalmente, mais de 115 calibres que continuam com acesso controlado no País.

Segundo o advogado especialista em segurança e ativista da questão de armamentos, Bene Barbosa, o que foi definido não foram os modelos de armas e sim, os calibres permitidos atualmente para os civis.

“A gente sai de uma restrição que ia, no máximo, até o calibre 380, que é considerado um calibre fraco para a autodefesa e parte para a possibilidade de calibres mais efetivos, entre eles o 9mm, .40 e .45”, explicou em entrevista à Jovem Pan na manhã desta sexta-feira (16).

Ainda segundo ele, a questão do fuzil não é o armamento, mas o calibre. “O que não foi liberado foi o calibre 556, que segue restrito às forças armadas, policiais e, obviamente, aos criminosos que não obedecem lei nenhuma e têm acesso a todo tipo de calibre”, criticou.

“Fiquei estarrecido com algumas matérias em jornais, dizendo que agora os bandidos vão ter acesso a armamentos que antes não tinham. Em que país esse pessoal vive? Não deve ser no Brasil, pois no Brasil que conheço, bandido sempre teve acesso a todo tipo de armamento, até restrito às forças policiais. Hoje nenhuma força policial usa o calibre 50, que são as metralhadoras, mas os bandidos utilizam porque não precisam pedir autorização ao Exército, como as próprias polícias precisam pedir”. concluiu.

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Informações Terça Livre

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