Crise na Argentina e em outros países gera corrida por bitcoins
03/11/2019

Crise na Argentina e em outros países gera corrida por bitcoins

As criptomoedas, nos últimos anos, se mostraram uma alternativa para as populações de países em crise. Tratado por especialistas como o “ouro digital”, o Bitcoin em especial tem desempenhado um papel cada vez maior para quem quer fugir das incertezas econômicas.

A Venezuela, que passa por uma grave crise socioeconômica, em que a população enfrenta uma inflação de mais de 1.000.000%, o volume negociado de bitcoins desde o ano passado disparou, pois consegue oferecer proteção contra a hiperinflação e desvalorização da moeda local, o bolívar.

Agora, mais um país latino-americano tem apresentado este estouro nas negociações de bitcoins por causa de uma crise: a Argentina. Os últimos anos já haviam registrado uma forte alta nos volumes, mas desde maio, quando o assunto eleições ganhou força, a média diária chegou a pouco mais de 12 milhões de pesos – contra cerca de 4,8 milhões no ano passado -, segundo dados do site Coin.Dance.

No último fim de semana ocorreu o pleito presidencial no país, com a vitória da chapa de oposição formada por Alberto Fernández e Cristina Kirchner. E em meio a tanta incerteza política, no sábado (26), houve a segunda maior alta de volume de bitcoins negociados no ano, com 14.151.046 de pesos.

O uso do Bitcoin como ativo de proteção é tão grande, que o volume negociado na Argentina supera em três vezes o período de maior euforia do mercado, no fim de 2017, quando o Bitcoin marcou sua máxima histórica na casa de US$ 20 mil.

Toda essa procura por bitcoins tem feito com que a criptomoeda passasse a negociar com um prêmio cada vez maior na Argentina.
Enquanto no mercado global o Bitcoin está na casa de US$ 9.300, vendedores argentinos negociam o criptoativo já próximo de US$ 11 mil.

E mais um fator pode fazer com que as buscas – e o preço – por Bitcoin aumentem é a recente medida que entrou em vigor limitando a compra de moedas na Argentina por mês a apenas US$ 200 por meio de contas bancárias e US$ 100 em espécie (o limite anterior era de US$ 10 mil por mês).

Ronaldo Silva, que já deu treinamento para mais de 9 mil pessoas e é hoje reconhecido como um dos maiores estrategistas do mercado de criptomoedas do Brasil, disse que já chegou a cair em alguns golpes e que é preciso ficar atento para não ser mais uma vítima desses golpes:

Comecei a investir no bitcoin em fevereiro de 2017. Naquela época fiz meu primeiro investimento em bitcoin e no mesmo ano de 2017 ganhei mais de 1 milhão de reais com minhas estratégias. Minha caminhada não foi fácil, cheguei a cair em vários golpes e furadas. Nesse tempo descobri e aprendi o que realmente funciona nesse mercado.

Ronaldo Silva

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